A ciência para avaliar movimentos

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matéria traduzida da The Box Mag dos Estados Unidos.

Alguma vez já te pediram para avaliar movimentos de alguém, você sabia que havia algo errado, mas simplesmente não conseguia encontrar as palavras certas para explicar o problema? Você não é o único.

De fato, a maioria dos atletas consegue definir a ineficiência de certo movimentos, porém não têm (ou não sabem) quais os termos científicos e técnicos apropriados para descreve-los. Abaixo, temos 5 características básicas do movimento humano que devem ser mantidas para uma performance eficiente. Elas podem ajudar atletas e entusiastas da CrossFit não somente a avaliar movimentos de outros, mas também melhorar ainda mais sua própria performance.

1. Do core para as extremidades

Dani-Kettlebell
Os movimentos devem ser iniciados a partir do centro e ir em direção às extremidades. Por exemplo: um kettlebell deve ser impulsionado a partir dos quadris e, após o movimento dos braços, faz-se o uso da dinâmica criada pela extensão do quadril.

Da mesma forma, quando você avaliar o agachamento de um atleta, preste atenção nas articulações que se movem primeiro. Se um atleta começa dobrando os joelhos (iniciou o movimento pelas extremidades), em vez de movendo os quadris para trás (iniciou o movimento do core), ele vai acabar se apoiando em seus dedos em vez de se apoiar na planta dos pés, resultando em um movimento menos potente e mais instável.

2. Amplitude do movimento

Lembre-se, a amplitude tem a ver com o movimento de uma articulação. Não tem nada a ver com a tensão do músculo, a menos que o músculo limite o movimento de uma articulação. Por exemplo, quando um atleta cai continuamente para a frente durante um clean, ele pode ter uma limitação de movimento tanto no ombro quanto no pulso, fazendo com que a barra empurre o tronco para a frente.

No overhead squat é bastante comum ver problemas de amplitude de movimento. Tornozelos encurtados farão com que os calcanhares saiam do chão, enquanto limitações de mobilidade do ombro não permitem que a barra se mantenha alinhada com os ombros e os pés.

3. Ombros ativados

Há duas razões principais para manter os ombros ativados durante qualquer movimento em que a barra vá acima da cabeça: a prevenção de lesões e a eficiência. Podem ocorrer problemas quando a força de resistência produzida não é suficiente para contrair os 10 músculos que controlam o movimento do ombro.

ombros ativos

Ombros ativados são importantes para elevar a parte superior do tronco, a cintura escapular e ajudam um levantador a manter uma boa postura e mecânica durante um movimento. Se um atleta relaxa os ombros, toda mecânica vai por água abaixo e ele pode colocar mais pressão sobre o tecido conjuntivo vulnerável e acabar se lesionando.

4. Estabilidade

Pense na “linha média” agindo principalmente na manutenção da curva lordótica “natural”, na parte inferior das costas.

Os problemas de estabilidade são comumente vistos em levantamentos cujas forças de compressão agem sobre a coluna vertebral. Por exemplo, todos nós já fizemos ou já vimos alguém arredondando a coluna durante o agachamento. E o que pode acontecer? A pessoa pode derrubar a barra ou acabar com uma bela dor na região inferior das costas.

Além disso, um atleta não pode simplesmente manter seu torso em uma boa posição para executar a segunda puxada no snatch se ele perdeu a estabilidade na linha média, o que ocorre mais vezes na primeira puxada. É por isso que uma boa posição de partida é fundamental para um levantamento bem sucedido.

5. Engajamento da cadeia posterior

Os isquiotibiais, glúteos e os eretores da coluna são muito fortes. Não envolver toda esta cadeia de músculos no levantamento é uma grande falha. No levantamento olímpico, os melhores coaches exigem a extensão total do quadril. Basta ver o quadril ir com muita força para a frente que um treinador olímpico sabe que toda a cadeia posterior está ativada.

Revista MyBOX

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