Do boxe para os WODs, com Tata Rebane

Foto de Rafael Salvador para Revista MyBOXNeta de boxeador e filha de ginasta, a paulistana Tata Rebane, 33 anos, carrega no sangue o dom nos esportes. “Eu já nasci inserida no mundo da ginástica. Minha mãe sempre me levava para correr no parque, andar de bicicleta, fazer natação, ginástica e outras atividades”, ela comenta, salientando que na adolescência, quando morou nos Estados Unidos, chegou a jogar futebol e basquete pelos times da escola.

Desde que voltou ao Brasil, quando tinha 17 anos, no entanto, Tata entrou para o mundo dos treinos pesados e aos 21 anos, já lutava profissionalmente em competições de boxe. “Na hora de escolher uma carreira para seguir, passei por uma fase complicada: estudei moda, artes cênicas, direito e educação física, que foi a faculdade que mantive por mais tempo, mas ainda assim larguei tudo no meio do curso para lutar boxe”, afirma a atleta. “A ideia de me formar me angustiava porque eu não conseguia me ver presa em um lugar”.

Depois que se casou com o lutador Fernando e teve uma filha, Roxy, Tata parou de treinar por um tempo. Quando voltou à ativa, há dois anos, pensou em migrar para o vale-tudo, mas precisava perder peso e, por isso, decidiu começar a praticar CrossFit. Nesse meio tempo, acabou sendo fisgada e adotou o mundo dos WODs. “Como gosto de competir, amei o CrossFit” conta.

Essa paixão acaba se refletindo nas medalhas que tem colecionado desde então: no primeiro ano de treinos Tata ficou entre as três melhores do Torneio CrossFit Brasil (2013). Em provas em equipe, chegou ao vice-campeonato com a equipe CrossFit SP Hulks, na etapa Regional do CrossFit Games 2014, e, além de conquistar o 3º lugar na etapa Open do CrossFit Games 2015, ficou com o 2° lugar da América Latina na etapa dos Regional do mesmo ano.

Sua trajetória como atleta de ponta vem sendo construída à base de dois treinos diários não só de CrossFit, mas também de corrida, de levantamento de peso olímpico e de ioga. “A minha natureza exige que eu faça pelo menos dois treinos por dia, porque é o momento do dia que nem o mau humor nem a fome me abalam, é o momento que eu estou mais feliz“. A alimentação é balanceada, porém, de vez em quando dá umas escorregadelas nos doces. “Preciso perder peso para chegar bem nas competições, mas não consigo controlar a vontade de comer doce. Não posso simplesmente tomar um remédio para emagrecer porque não aguentaria a carga dos exercícios, por isso, tudo tem que vir a partir dos treinos”, explica. Foto de Rafael Salvador para Revista MyBOX

Apesar da rotina pesada de treinos, ela consegue conciliar suas obrigações de mãe, mulher e atleta. “Consigo conciliar a vida de treinos com a vida pessoal porque todo mundo na minha casa faz algum esporte: meu marido, meus irmãos e até minha mãe. Ou seja, não sou só eu quem se beneficia desse estilo de vida. Minha família toda se diverte e isso me motiva ainda mais”.

Mesmo estando entre as melhores atletas de CrossFit do Brasil, Tatiana acredita que ainda precisa treinar muito para alcançar o topo. “As americanas têm mais experiência e, no CrossFit, o atleta só se desenvolve com treinos. Daqui a cinco anos estarei num nível muito melhor”, garante.

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