Entrevista: Naty Graciano

A relação da apresentadora Naty Graciano com os WODs começou dentro do box e agora tem ganhado cada vez mais ginásios pelo Brasil. Depois de se apaixonar pela prática dos exercícios funcionais com alta intensidade, Naty abriu o próprio box em Sorocaba e agora tem participado de eventos como narradora, acompanhando cada bateria das provas e agitando as competições com sua irreverência.

Seja para quem assiste às provas ou para quem está na arena, a experiência da competição com ou sem o narrador é bem diferente, da mesma forma que um treino não é o mesmo sem o coach dando aquela puxada para terminar a série a tempo.

É o narrador que acompanha de perto as caras e bocas dos atletas e chama a atenção da plateia para os destaques, para aqueles atletas que estão batendo seus PRs ou para aqueles que só precisam de um empurrãozinho para terminar o WOD. É ele também que está ligado a tudo o que acontece a todo momento. “Só consigo sair para ir ao banheiro ou comer, mas já acostumei com essa dinâmica”, conta Naty.

Naty Graciano cada vez mais envolvida com os eventos de CrossFit


Em entrevista à MyBOX, Naty Graciano conta como é participar como narradora de competições e revela que não é moleza acompanhar o ritmo dos atletas.

Como foi o primeiro evento que você apresentou?
Foi emocionante! Nunca imaginei que fosse tão divertido narrar competições de CrossFit! Participar já é bom, mas, ver de fora é demais.

Um evento pode durar várias horas seguidas, dependendo, um dia inteiro ou vários seguidos e o locutor fica na arena praticamente o tempo todo. Como você faz para aguentar tanto tempo na arena?
É puxado mesmo. Só consigo sair pra ir ao banheiro ou comer (risos). Mas, acho que já acostumei com essa dinâmica, pois na hora das baterias, você tem que estar ligado em tudo que está acontecendo., quem está na frente, qual exercício está executando etc. Essa energia faz com que eu não me sinta cansada durante o trabalho. Mas, assim que termina o dia, o que mais quero é passar meu spray de própolis na garganta, tomar banho e dormir!

De quais você já participou como narradora? (Tem planos para participar como atleta em alguma competição no próximo ano?)
Comecei apresentando o primeiro WKND WARS, a convite do meu antigo coach Carlos Klein. Depois, narrei todas as etapas até a de Salvador! Depois, o Daniel Abrahão, que comanda o Shark Mode Series, me viu apresentando e me convidou para ser dupla dele! Foi outra experiência incrível! Também apresentei todas as etapas deste ano, e já estou confirmada para 2017. Também rolou o TCB (Torneio CrossFit Brasil), o Brazilian Games e o Games Cadeirantes. Mas, o que mais me marcou até agora, foi o TCB. Fiquei à frente da maior competição de CrossFit do Brasil, com os melhores! Foi sensacional. É muita responsabilidade e só me fez “crescer” nessa carreira. Estou focada na narração, então, não pretendo competir tão em breve!

Teve algum momento marcante em algum evento que você destacaria?
Todas as competições têm momentos únicos. As provas de PR, tentativa de carga máxima, são sempre intensas. Mas, durante o Shark, um menino de 12 anos me fez chorar ao realizar uma prova muito difícil e praticamente impossível para o tamanho dele. Ele tinha a missão de carregar um “YOKE” nas costas e demonstrou superação total mesmo sendo tão novo. Foi demais!

Tem alguns segredos ou truques de narradores esportivos que você poderia compartilhar conosco?
Tento sempre cuidar da minha voz, pois a utilizo bastante. Água é algo que não pode faltar. Tento também achar um tom de voz confortável ao público para que não sofram. O que precisamos é saber lidar com as entonações. Comemorações na hora certa, comentários com propriedade e, claro, descontração na hora certa.

Já teve alguma gafe ou algum momento engraçado durante um evento?
Gafe não, mas momentos engraçados vários. A torcida sempre causa e, às vezes, a galera faz alguma coisa engraçada na arena que não podemos deixar de comentar.

Enquanto você está apresentando um evento, tem alguém que te dá assistência?
Sempre apresento o evento com alguma “dupla”. Isto facilita bastante o trabalho, principalmente em campeonatos grandes. O outro apresentador me ajuda na condução do evento, na cobertura quando preciso comer, etc.

Algumas pessoas podem achar que é só chegar e falar, mas o trabalho começa um pouco antes. Como é feita essa preparação prévia?
Estudo o evento e vejo quais são as provas antes, pois precisamos dominá-las. Procuro conhecer as equipes e sempre participo do briefing. São coisas que sempre ajudam.

O que você achou mais desafiador ao narrar um evento?
Acho que o desafio está em conseguir dosar minha energia para o dia todo, sem deixar o público ou atletas desanimados. É muito satisfatório quando, após uma bateria, os atletas chegam para elogiar, pois naquele momento precisam ouvir uma palavra de força. Ela faz toda a diferença durante um WOD.

Já aconteceu de você estar (discretamente) torcendo para algum participante específico que estava competindo? O narrador de eventos de CrossFit também tem que se manter imparcial ou é um clima mais informal nesse sentido?
Às vezes, a galera do meu box compete também. Aí é complicado segurar a emoção, né? Mas, tento ao máximo, ser imparcial, na medida do possível. Mas, no fundo sempre torcemos em especial pra alguém. (risos).

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  • Geovane Sousa

    Vocês entrevistaram uma pessoa que hoje eu considero estrela do mundo CrossFit! Parabéns!