O que o CrossFit nos ensina sobre igualdade de gêneros

por Katrin Tanja Davidsdóttir

As recentes manchetes sobre alegações de discriminação salarial da equipe de futebol feminino dos EUA são apenas mais um sinal da diferença contínua na igualdade entre os sexos, tanto no local de trabalho quanto na arena atlética. Mesmo desanimada com esta notícia, ela me fez lembrar de como tenho sorte de fazer parte de uma modalidade onde o gênero é irrelevante. O mundo dos esportes – e, neste caso, o mundo do trabalho – poderiam aprender muito com CrossFit.

Eu me lembro de assistir a campeã islandesa Annie Thorisdottir no Reebok CrossFit Games de 2011, quando eu tinha apenas 18 anos, pensando: “Uau, ela é incrível.” Thorisdóttir foi a razão pela qual eu comecei a praticar CrossFit, e eu não era a única que pensava que ela era símbolo de inspiração; ela e todas as outras mulheres competindo eram tão ovacionadas quanto a categoria masculina naquela arena.

No CrossFit, não existe treinos masculinos ou femininos – todos nós fazemos os MESMOS exercícios. Não existe aquele medo das mulheres se tornarem “mais fortes”. Homens e mulheres competem na mesma arena (literalmente), e tudo faz parte da mesma competição: o Reebok CrossFit Games. A ESPN, que transmite o evento nos Estados Unidos, gasta o mesmo tempo televisionando a categoria masculina e a feminina, e os dois recebem o mesmo reconhecimento e os mesmos prêmios. (No ano passado, a premiação era de US$ 275.000,00 para quem fosse nomeado o homem e a mulher mais condicionados do mundo).

Me sinto muito sortuda por fazer parte de uma modalidade que trata e reverencia homens e mulheres igualmente. Apesar das cargas serem ocasionalmente diferentes nas competições, os movimentos são os mesmos. Enquanto me esforço para dar o meu melhor, eu conheço um cara, como Ben Smith – campeão do Reebok CrossFit Games 2015 – que também está dando o seu melhor e se esforçando para atingir seus objetivos também. Por isso, o homem e a mulher, na nossa modalidade, têm um respeito mútuo, recíproco, que eu não vejo em nenhum lugar.

E esta crença não é vista apenas por atletas da elite: é vista também entre todos os membros das afiliadas que não tem a mínima intenção de competir nos Games um dia. Eu já treinei em afiliadas de Boston à Reykjavik e até Madrid. Em cada uma, eu vi mulheres fortes e confiantes que fazem seus treinos acreditando que elas podem levantar, correr e treinar igual ou mais rápido e mais forte que seus parceiros masculinos.

No CrossFit, homens e mulheres podem fazer qualquer coisa. Quer fazer um muscle up? Você pode. Quer bater um PR no back squat? Força e vai! Não importa o seu gênero, mas do que você é feito.

Nós todos somos atletas competindo na mesma modalidade, por um único objetivo: nos tornarmos mais fortes, saudáveis e, acima de tudo, pessoas melhores.

via Motto Time
traduzido por Leandro Alleoni

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